setembro 23, 2013

"Respirar em São Paulo é como fumar 4 cigarros por dia", afirma Paulo Saldiva



Conscientizar a população de São Paulo, a maior cidade do Brasil, sobre a gravidade do problema que representa a poluição do ar é a principal missão do movimento São Paulo Merece Um Ar Mais Limpo, que utiliza dados científicos e promove mobilizações com essa finalidade. A organização conta com o embasamento de profissionais como o médico patologista Paulo Saldiva, um dos maiores especialistas do país nessa área.


O projeto, que pode ser acompanhado por siteFacebookTwitter e vídeos no Youtube, incentiva práticas mais sustentáveis que podem ser praticadas no dia a dia, a exemplo da utilização do transporte público, verificação de todas as informações sobre o carro antes da compra (inclusive o fator "poluente"), aproveitamento dos cinco lugares que os automóveis possuem, a adoção da prática de desligar o motor sempre que possível e optar por caminhadas ou pedaladas.


Em entrevista ao EcoD, Saldiva fez a seguinte definição: a "Poluição em SP é um tumor maligno, mas há cura". Segundo o especialista, "respirar em São Paulo é como fumar quatro cigarros por dia". Em apenas dois anos, mais de 20 mil crianças e mais de 8 mil idosos foram internados por problemas respiratórios relacionados à poluição atmosférica na capital paulista.

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"Eu sou otimista em relação a doenças, porque ninguém muda para melhor ou repensa seus hábitos se não tiver algum tipo de problema antes. Já vi gente que passou a comer menos depois que ficou obeso ou diabético, por exemplo. As doenças costumam fazer as pessoas sair da zona de conforto. Como estamos insatisfeitos, talvez estejamos criando as bases para melhorar a cidade", ressaltou Saldiva ao EcoD, à época.


O médico patologista ainda salienta que resolver o problema da poluição não é necessariamente solucionar o da mobilidade, já que se a frota de carros elétricos correspondesse a 100% da existente, melhoraria a questão da poluição, mas não da mobilidade.

Para tentar melhorar os quadros, outros projetos estão sendo desenvolvidos em prol da causa, como o Bike Anjo que ensina iniciantes a pedalar com segurança, e o Cidade para Pessoas, que visa percorrer metrópoles pelo mundo a fim de mostrar que a sustentabilidade urbana é possível.

Ecodesenvolvimento

Micro-casas de madeira são aposta para atender estudantes que precisam de moradia de baixo custo


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O protótipo fica disponível para visualização até o dia 8 de dezembro
Fotos: Divulgação

A área da habitação costuma ser cara. Além do mais quando o assunto são estudantes, que raramente contam com recursos para aquisições custosas. Mas um projeto de arquitetura sustentável intitulado Unidade Estudante Esperto, da empresa sueca Tengbom, busca resolver o problema por meio de apartamentos destinados a universitários que precisam ter moradias de custo baixo.

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Os modelos iniciais serão destinados a estudantes da Universidade de Lund, situada na Suécia. A ideia é construir uma mini vila em 2014, como um teste inicial de execução de 22 unidades da casas dispostas em blocos de oito. Cada moradia possui 25 m², que comportam banheiro, cozinha e cama e reduzem os gastos em até 50%, segundo a empresa. Para suportar o inverno sueco, os responsáveis pela construção terão que isolar as casas.

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Segundo Linda Camara, da Tengbom, o projeto é pioneiro na área e atende à carência dos estudantes por moradias acessíveis. "A sustentabilidade social é conseguir mais edifícios com custo eficiente e alta qualidade", explicou ao Fast.co Exist. Ela comenta ainda que as unidades são construídas com madeira de origem local, livre de desmatamento ilegal.
A pequena área de cada unidade, juntamente com os custos de transporte mínimos para os materiais de construção renováveis ​​locais, reduz a pegada de carbono dos apartamentos.

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Linda pensa em maneiras de desenvolver o projeto para cidades pequenas de toda a Suécia. Por enquanto, a corrente inteligente do protótipo está disponível para visualização até o dia 8 de dezembro, no Museu Virserum, na Suécia.

Ecodesenvolvimento

Em vez de cavalos, veículo sustentável recolhe resíduos recicláveis no Rio Grande do Sul


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O projeto busca parcerias
Fotos: Arquivo Pessoal

No Rio Grande do Sul é comum ver a utilização de carroças puxadas por cavalos para o transporte de lixo e materiais recicláveis. A cena é comum mesmo nas avenidas e ruas da capital Porto Alegre. Porém a prática apresenta alguns problemas, a exemplo da falta de segurança no trânsito e a exploração animal. Na tentativa de mudar essa realidade, o engenheiro Jason Duani Vargas, de 33 anos, criou o Cavalo de Lata - um transporte sustentável com o objetivo de substituir os cavalos e as carroças, informou a RBS TV.

O trabalho começou em Santa Cruz do Sul, em 2012, e já colhe frutos. Depois de nove meses de trabalho efetivos, o protótipo do transporte está 100% pronto e viaja pelo Brasil a convite de eventos, prefeituras e empreendedores para apresentar o projeto e buscar parcerias. No início de setembro, Vargas esteve presente em Belo Horizonte, mas ainda deve passar por Fortaleza, Curitiba e mais 30 cidades.

cavalo-de-lata.jpgVeículo é 100% elétrico
De acordo com Vargas, se o catador fizer 12 km/dia, andará de segunda a sexta-feira sem precisar recarregar a bateria
Para a produção em larga escala e emplacamento, o Cavalo de Lata precisa da autorização do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Segundo o órgão, primeiro o projeto deve ser vistoriado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que deve classificá-lo conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), levando em conta tipo de tração, espécie e categoria. 

Posteriormente, deve ser avaliado pelo Denatran, que confere se o veículo atende a todos os itens de segurança ou se necessita de alterações.


100% elétrico

O veículo já sofreu modificações desde o início do projeto. Antes ele era elétrico e manual, agora é 100% elétrico. A alteração se deve ao aumento de capacidade, de 350 quilos para 500 quilos, tornando os pedais dispensáveis. O novo modelo possui cinto de segurança e cobertura. Sua velocidade máxima aumentou de 20 km/h para 25 km/h, além disso, houveram as trocas de rodas, colocação de baterias tracionárias, volante, banco duplo, faróis e iluminação mais eficientes.

cavalodelata4-ecod.jpgO valor para aquisição do veículo ainda não está definido
A bateria do Cavalo de Lata é recarregada com energia solar e tem 60 km de autonomia. De acordo com Vargas, se o catador fizer 12 km/dia, andará de segunda a sexta-feira sem precisar recarregá-lo. O custo por quilômetro percorrido varia entre cerca de R$ 0,02 a R$ 0,05.

As peças utilizadas na montagem foram retiradas de motocicletas, encontradas em oficinas. As luzes são de LED, com pilhas internas. A carroceria apresenta faixas reflexivas e segue as medidas estabelecidas pelo Departamento Nacional de Trânsito, assim como a gaiola de proteção para o motorista.

O valor para aquisição do veículo ainda não está definido. Inicialmente, a previsão era de que girasse em torno de R$ 12 mil, mas a definição dependerá de parcerias para produzi-lo.



Ecodesenvolvimento

setembro 12, 2013

Mudanças climáticas devem reduzir áreas de cultivo no Brasil


A partir do cruzamento de modelos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e de modelos regionais brasileiros, pesquisadores da Rede Clima analisam o impacto das mudanças climáticas sobre as áreas de cultivo nacionais.
Tomando como base os hectares cultivados em 2009 e se mantidas as atuais condições de produção, as projeções para 2030 apontam grandes reduções de área, tanto nos prognósticos pessimistas como nos cenários mais otimistas. Para o feijão, a queda vai de 54,5% a 69,7%. Para a soja, a redução é estimada de 15% a 28%. Trigo, de 20% a 31,2%. Milho, de 7% a 22%. Arroz, de 9,1% a 9,9%. E algodão, de 4,6% a 4,9%.
As diferentes variedades do feijão necessitam de condições climáticas particulares. Com isso, o cultivo, feito em até quatro safras por ano, é mais suscetível às variações de temperatura e precipitação. Contornar tal redução dependerá, portanto, de modificações em termos de produção e do investimento em variedades capazes de se adaptar às novas condições de cada local.
Os números foram apresentados na terça-feira (10), durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima). Organizado pela FAPESP e promovido com a Rede Clima e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), o evento ocorre até a próxima sexta-feira (13/09), no Espaço Apas, em São Paulo.
“Nossos esforços vão no sentido de produzir aplicações a partir de uma pesquisa base. Ou seja, buscar soluções para adaptação e mitigação dos efeitos do aquecimento global na agricultura. Com o estudo sobre áreas cultivadas, temos agora uma lista de municípios com maior e menor risco de serem afetados por mudanças climáticas, um importante instrumento para pesquisa e tomadas de decisão”, afirmou Hilton Silveira Pinto, coordenador da sub-rede Agricultura e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no segundo dia do Conclima.
De acordo com Silveira Pinto, os trabalhos do grupo em geral são encaminhados diretamente às instâncias governamentais, em especial por meio da Embrapa Informática Agropecuária (Embrapa/CNPTIA), instituição coordenadora da sub-rede Agricultura.
Outra frente de atuação da equipe é a Simulação de Cenários Agrícolas Futuros (SCenAgri), que traça prognósticos para as próximas décadas considerando o aumento de temperatura, o regime de chuvas e a demanda climática de cada cultura.
“O café, por exemplo, precisa de 18 ºC a 22 ºC de média anual. Fora dessa janela, a cultura não se desenvolve. Passamos essas informações para o computador e simulamos diferentes cenários”, disse Silveira Pinto.
O SCenAgri conta hoje com campos de plantio de 19 culturas, 3.313 estações de chuva com dados diários, 23 modelos globais e três modelos regionais de projeções climáticas
Também há estudos com injeção de carbono na atmosfera, para verificar a resposta de plantações em uma superfície controlada, e treinamentos com modelos agrometeorológicos para pesquisas em produtividade nas condições atuais e futuras.
As apresentações realizadas durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais e mais informações sobre o evento estão disponíveis em: www.fapesp.br/conclima. 
(Fonte: Agência Fapesp)

Ciência busca causa de colapso das colônias de abelha no mundo

Mesmo após anos de intensa pesquisa, os cientistas ainda não conseguiram determinar o que está matando as abelhas ao redor do mundo, segundo um relatório apresentado nesta terça-feira (10) na reunião anual da Sociedade Química Americana.

“Deixando de lado que são os primos das abelhas – vespas, marimbondos e besouros – os responsáveis pela maioria das picadas, nós deveríamos nos preocupar mais com as abelhas”, disse o professor de entomologia da Universidade Técnica da Virgínia, Richard Fell, em sua apresentação durante a reunião em Indianápolis, nos Estados Unidos.
“Alguns cálculos estimam o valor das abelhas na polinização dos cultivos de frutas e outros vegetais em quase US$ 15 bilhões por ano”, acrescentou.
Sem as abelhas para fazer a polinização, os frutos não se desenvolvem e ‘isso terá um enorme impacto sobre os consumidores, já que afeta o preço de alguns dos alimentos mais saudáveis e desejados’, continuou.
Os agricultores usam as abelhas para polinizar mais de 100 tipos de cultivos de frutas e vegetais e o fazem através da instalação de colmeias de abelhas nos campos quando as plantas estão prontas para a polinização.
O maior impacto da diminuição da população de abelhas será sentido nas fazendas que produzem cultivos que necessitam da polinização, como as amêndoas.
Fell afirmou que a diminuição das populações de abelhas nos Estados Unidos e em outros países acontece devido a uma condição denominada de “transtorno de colapso das colônias”.
Apesar de as abelhas terem experimentado uma melhora nos últimos anos, alguma coisa continua matando uma em cada três por ano. “Há bastante informação errada na imprensa popular sobre a decadência das colônias, especialmente no que se refere aos pesticidas”, disse Fell.
“É importante enfatizar que não conhecemos as causas da decadência das colônias e que, provavelmente, são vários os fatores envolvidos”, explicou.
Algumas das teorias mais aceitas sobre a razão da decadência das colmeias mencionam o uso de certos pesticidas, a presença de parasitas, doenças e a nutrição geral das colmeias.
Os apicultores defendem a suspensão do uso de certos neonicotinoides, um tipo de inseticida que alguns consideram como a causa principal da destruição das colônias.
Entretanto, Fell disse ser prematuro afirmar que este é o motivo da decadência das abelhas: a Agência de Proteção Ambiental dos EUA estudou recentemente a situação e não encontrou provas científicas de que os neonicotinoides causam problemas graves nas colônias de abelhas. 
(Fonte: G1)

Prédios “verdes” movimentam mais de R$13 bilhões no Brasil

O mercado da construção sustentável tem passado ileso pelo desempenho errático da economia brasileira nos últimos anos. De acordo com um estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young), em 2012, os prédios verdes movimentaram R$ 13,6 bilhões no país.

A pesquisa, feita a pedido do GBC Brasil, braço local do americano Green Building Council, entidade que concede o selo Leed de construção sustentável, indica que o valor dos imóveis que reivindicam a certificação alcançou 8,3% do total do PIB total de edificações em 2012, que foi de R$ 163 bilhões.
De acordo com a consultoria, a demanda do consumidor por esse tipo de edifício e a crescente evidência de que eles conferem vantagens de mercado quantificáveis – que vão da economia de energia e corte de custos operacionais à valorização imobiliária – contribuem para a alta desse mercado.
“Percebemos que a certificação desperta interesse dos investidores, principalmente em empreendimentos comerciais de alto padrão”, diz Luiz Iamamoto, gerente sênior da EY.
Certificações – A pesquisa levou em conta projetos registrados para o selo Leed. Mas além das certificação americana, é possível pleitear o selo Aqua de construção sustentável, concedido pela Fundação Vanzolini.
Entre 2009 e 2012, o número de certificações de prédios segundo padrões ecológicos cresceu 412% no Brasil. São Paulo é o estado com mais edifícios certificados, seguido do Rio de Janeiro e do Paraná. 
(Fonte: Exame.com)

Desperdício de alimento é terceiro maior emissor de CO2 do mundo

A comida desperdiçada no mundo responde por mais emissões de gases causadores de efeito estufa do que qualquer país, exceto China e Estados Unidos, disse a ONU em um relatório divulgado nesta quarta-feira (11).

Todos os anos, cerca de um terço de todos os alimentos para consumo humano, aproximadamente de 1,3 bilhão de toneladas, é desperdiçado, juntamente com toda a energia, água e produtos químicos necessários para produzi-la e descartá-la.
Quase 30% das terras agrícolas do mundo, e um volume de água equivalente à vazão anual do rio Volga, são usadas em vão.
No seu relatório intitulado “A Pegada do Desperdício Alimentar”, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e a Alimentação (FAO) estima que a emissão de carbono dos alimentos desperdiçados equivale a 3,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.
Se fosse um país, seria o terceiro maior emissor do mundo, depois da China e dos Estados Unidos, sugerindo que um uso mais eficiente dos alimentos poderia contribuir substancialmente para os esforços globais para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e diminuir o aquecimento global.
No mundo industrializado, a maior parte do lixo vem de consumidores que compram muito e jogam fora o que não comem. Nos países em desenvolvimento, a causa principal é a agricultura ineficiente e falta de instalações de armazenamento adequadas.
“A redução de desperdício de alimentos não só evitaria a pressão sobre recursos naturais escassos, mas também diminuiria a necessidade de aumentar a produção de alimentos em 60 por cento, a fim de atender a demanda da população em 2050″, diz a FAO.
A organização sugere que se melhore a comunicação entre produtores e consumidores para gerenciar a cadeia de suprimentos de forma mais eficiente, bem como investir mais na colheita, resfriamento e métodos de embalagem.
A FAO também disse que os consumidores no mundo desenvolvido devem ser encorajados a servir pequenas porções e fazer mais uso das sobras. As empresas devem dar comida excedente para instituições de caridade, e desenvolver alternativas para o despejo de resíduos orgânicos em aterros sanitários.
A FAO estima o custo do desperdício de alimentos, excluindo os peixes e frutos do mar, em cerca de 750 bilhões de dólares por ano, com base em preços de produção.
O desperdício de alimentos consome cerca de 250 quilômetros cúbicos de água e ocupa cerca de 1,4 bilhão de hectares- grande parte de hábitat natural transformado para tornar-se arável. 
(Fonte: G1)

Brasil recicla menos de 2% dos resíduos sólidos produzidos

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RIO DE JANEIRO - Mesmo com 60% dos municípios do país tendo alguma iniciativa de coleta seletiva, a quantidade de resíduo sólido urbano que de fato retorna à cadeia produtiva não chega a 2%. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 51,4% do material coletado são matéria orgânica; 13,5% são plástico; 13,1% são papel, papelão e tetra pak; 2,9% são metais; 2,4% dos resíduos são vidro; e 16,7% são outros materiais.
De acordo com a Abrelpe, em 2012 foram produzidas 1.436 mil toneladas de alumínio primário e a reciclagem fica na faixa de 36%, chegando a 98,3% das latas de bebida, patamar com pouca variação nos últimos cinco anos. A produção de papel foi 10 milhões de toneladas e a taxa de recuperação com potencial para reciclagem está em 45,5%.
Já em 2011, o consumo aparente de plásticos, foi 6,8 mil toneladas, das quais 1.000 toneladas recicladas - 57% no caso de PET. Em 2001, a reciclagem dessas garrafas era 32,9%. No setor de vidros, o dado mais recente é de 2008, quando a capacidade de produção instalada foi 3 mil toneladas, sendo 1.292 no setor de embalagens. Dessas, 47% são recicladas - incluindo 20% de embalagens retornáveis -, 33% reutilizados e 20% vai parar em aterros e lixões.
No setor de vidros, o dado mais recente é de 2008, quando a capacidade de produção instalada era 3 mil toneladas, sendo 1,29 mil no setor de embalagens. Dessas, 47% são recicladas - incluindo 20% de embalagens retornáveis -, 33% reutilizadas e 20% vão parar em aterros e lixões.
O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ronaldo Hipólito, explicou que a Política Nacional de Resíduos Sólidos não prevê prazo para implantar a coleta seletiva e a reciclagem dos materiais.
"Nós colocamos metas no plano nacional: para 2015 uma quantidade de reciclagem e outra para 2019. Para os resíduos úmidos tem a compostagem, a biodigestão. Mas nós estamos trabalhando tudo paralelamente, porque não pode fechar primeiro o lixão para depois fazer a reciclagem", disse Hippólito. Em tese, na hora de se fechar um lixão e colocar em funcionamento um aterro sanitário, onde só poderá ser depositado rejeito, obrigatoriamente terá que haver a coleta para retirar a parte que não deve ser enterrada, acrescentou.
Quanto às cooperativas de catadores, Hipólito disse que foi criado um comitê interministerial para analisar essa inclusão socioeconômica. Já foram organizadas cerca de 200 cooperativas, das 1.300 que o ministério estima existirem no Brasil. Também foi lançada uma campanha educativa sobre a importância da separação dos resíduos.
"Nós solicitamos ao Ipea, em 2010, um estudo sobre quanto o Brasil perde ao ano por não reciclar, por enterrar as coisas que poderiam ser reaproveitadas, e o Ipea chegou ao número de R$ 8 bilhões por ano. É muito dinheiro. Essa propaganda institucional que nós fizemos e pretendemos voltar esse ano a falar sobre o assunto, serve para conscientizar as pessoas sobre a importância que tem isso para a economia como um todo", disse o técnico do Ministério do Meio Ambiente.
De acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, o governo do Rio de Janeiro tem apoiado as prefeituras para iniciar os projetos de coleta seletiva. "Os municípios tem que ter uma equipe para isso, tem que ter uma campanha de comunicação, tem que escolher alguns bairros para fazer um projeto piloto, não é uma coisa científica, é erro e acerto".
O superintendente de Políticas de Saneamento da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), Victor Zveibil, explicou que 17 municípios, dos 92 do estado, começaram a implantar programas de coleta seletiva, entre eles Mesquita, Petrópolis e Niterói. Além disso, o governo lançou o Programa Catadores e Catadoras em Rede Solidária. "É um programa que a secretaria está iniciando em parceira com o Ministério do Trabalho e Emprego, que tem essa missão de reforçar as cooperativas e trabalhar a questão da comercialização, de uma rede de cooperativas para a reciclagem e para a comercialização. Esse levantamento já foi feito em 41 municípios".
Por mês, são recolhidas na capital 936 toneladas de material reciclável, dos 150 mil toneladas de lixo da coleta domiciliar. O material é destinado a cerca de 50 cooperativas cadastradas na Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). O engenheiro Mauro Wanderley Lima, da Diretoria Técnica e de Logística, lembrou que a coleta seletiva depende da colaboração da população. "A ideia é atingir todos os bairros do Rio até 2016. Agora, precisamos da colaboração da população e é uma coleta mais cara, porque você não pode comprimir o material, não pode ser misturado. O ideal é que você terminar de usar a lata de molho de tomate, o iogurte, dê uma lavadinha e entregue para a reciclagem".
A coordenadora do Movimento Nacional dos Catadores no Estado do Rio de Janeiro, Claudete Costa, ponderou que a situação de muitos catadores é precária. "Eu continuo trabalhando com o pessoal na rua, a gente cata o material, junta no "burrinho sem rabo" - carroça manual -, vê um local estratégico para fazer a triagem rapidamente e nem todo o material a gente tem tempo de juntar para reciclar, só o que está em alta no mercado". Ela acrescentou que os catadores interrompem o trabalho às 15h quando passa o caminhão da Comlurb.
De acordo com ela, as cooperativas beneficiadas pela coleta seletiva estão em situação melhor, mas ainda há cerca de 240 famílias trabalhando no aterro controlado de Gericinó, que vai fechar até o fim do ano. "Então está no mesmo trâmite que eu, daqui a pouco estão na rua. O pessoal quase não tem mais acesso como tinha antes. Poucas famílias estão sendo beneficiadas, porque está indo tudo para [o aterro sanitário de] Seropédica".
Claudete reclama que falta apoio da prefeitura para trabalhar. "Falta tudo, da estrutura do galpão, maquinário, para a coleta seletiva. Tem muitas cooperativas que estão na rua, tem muitas que estão em galpão alugado".
A SEA anunciou que "em breve" será inaugurado o Polo de Reciclagem de Gramacho, que vai aproveitar a mão de obra dos cerca de 400 catadores que atuavam no aterro controlado de Gramacho, fechado no ano passado.
Portal do Meio Ambiente

setembro 11, 2013

Desperdício de alimentos causa prejuízos anuais de US$ 750 bi e também impacta meio ambiente


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 O mau uso do lixo alimentar gera prejuízos também à qualidade de vida
Foto: Naval Surface Warriors

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) advertiu que os desperdícios com alimentos no mundo podem causar cerca de US$ 750 bilhões anuais de prejuízos. Pelo relatório, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçadas por ano provocam estragos no solo e no meio ambiente. O documento, que foi lançado nesta quarta-feira, 11 de setembro, alerta que o mau uso do lixo alimentar gera prejuízos também à qualidade de vida.
Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em 2013, o EcoD produziu uma série de conteúdos especiais mostrando as inovações que estão solucionando o problema do desperdício de alimentos
O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, destacou à Agência Brasil que medidas preventivas devem ser adotadas por todos – agricultores, pescadores, processadores de alimentos, supermercados, os governos locais e nacionais, assim como os consumidores. "Temos que fazer mudanças em todos os elos da cadeia alimentar humana para impedir que ocorra o desperdício de alimentos, em seguida temos de promover a reutilização e reciclagem".

Graziano lembrou que há situações que dificultam o desperdício de alimentos devido às "práticas inadequadas" na produção. Ele ressaltou que a FAO criou um manual que mostra medidas adotadas por governos nacionais e locais, agricultores, empresas e consumidores para resolver o problema.

Caminho da sustentabilidade
O diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, ressaltou que o ideal é buscar o caminho da sustentabilidade, ao qual devem aderir todos os que participam da cadeia alimentar – do produtor ao consumidor.
Pelo relatório, 54% dos resíduos dos alimentos no mundo ocorrem na fase inicial da produção – na manipulação, após a colheita e na armazenagem. Os restantes 46% de prejuízos ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo de alimentos. Os produtos que se perdem ao longo do processo variam em cada região.

Segundo o estudo da FAO, a cada ano, toda a comida produzida, mas não consumida, gera na atmosfera um volume de 3,3 bilhões de toneladas de gases que causam o efeito estufa.

Na Ásia, o problema são as perdas envolvendo os cereais, em particular, o arroz. O prejuízo com carne é menor, segundo os dados. Porém, os resíduos de frutas contribuem significativamente para o desperdício de água no Continente Asiático, assim como na Europa e na América Latina.
Nos países em desenvolvimento, os maiores prejuízos ocorrem na fase após a colheita. A FAO recomenda que seja feito um esforço coletivo para orientar as colheitas e equilibrar a produção com a demanda. Também faz sugestões sobre a reutilização e recuperação de alimentos. Uma síntese do estudo, publicado hoje, está na página da FAO.


Ecodesenvolvimento

Animais como mexilhão e lula geram bioplástico e podem ser alternativa ao petróleo


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Sacolas plásticas convencionais são derivadas do petróleo e levam muitos anos para se decompor no meio ambiente
Foto: Topsy@Waygood

A produção de plástico costuma gerar muita polêmica porque, além de ser derivado do petróleo, um combustível fóssil que não é renovável, esse tipo de material leva muito tempo para se decompor no meio ambiente, onde muitas vezes acaba despejado.

Mas cientistas de Singapura conseguiram desenvolver recentemente um "bioplástico" a partir de organismos marítimos como a lula e o mexilhão. Detalhe: com uma resistência similar ou superior a dos derivados de petróleo.
A equipe da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) e a Agência para a Ciência, Tecnologia e Pesquisa (AxSTAR) da cidade-Estado indicou que os novos biomateriais supõem uma alternativa mais ecológica aos produtos criados a partir do petróleo.

A pesquisa inclui a criação de um material flexível (muito parecido com o plástico) a partir dos tentáculos da lula, uma cola derivada dos mexilhões e um material elástico a partir dos ovos do caracol marinho
"Este estudo acelera o entendimento do projeto com a natureza e está dirigido a encontrar novos materiais para o futuro, principalmente aqueles que são mais sustentáveis que os plásticos atuais", indicaram os cientistas em comunicado, segundo informações da agênciaEFE.

Lula, mexilhões e caracol
Publicada nesta semana pela revista Nature Biotechnology, a pesquisa inclui a criação de um material flexível (muito parecido com o plástico) a partir dos tentáculos da lula, uma cola derivada dos mexilhões e um material elástico a partir dos ovos do caracol marinho.
Estes biomateriais podem ser utilizados como embalagem, cola e, inclusive, em implantes orgânicos.
Os cientistas combinaram o sequenciamento do ácido ribonucléico ARN e a proteômica - que estuda as funções das proteínas - com as ciências dos materiais, o que permitiu uma aceleração dos resultados para meses ao invés de anos de pesquisa.

O professor da NTU, Ali Miserez, que dirige a pesquisa junto aos doutores Paul Guerette e Shawn Hoon, declarou que a nova integração da proteômica e a ciência dos materiais têm um grande potencial tanto para a indústria quanto para os pesquisadores.

"A natureza tem muitos segredos que temos ainda que descobrir. O potencial de encontrar novos biomateriais em um tempo curto é imenso", declarou Miserez.
Segundo o cientista, eles conseguiram reproduzir artificialmente a proteína dos anéis de sucção lula com grande rigidez, dureza e resistência após terem identificado sua composição molecular.

Ecodesenvolvimento

setembro 10, 2013

Brasil é o 24º país mais feliz do mundo, aponta relatório


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Medidas para alcançar o bem-estar populacional podem ser utilizadas de forma eficaz para avaliar o progresso das nações
Foto: Charlie Phillips

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou na segunda-feira, 9 de setembro, o Relatório sobre a Felicidade Mundial 2013 (World Happiness Report). Dos 156 países analisados, o documento apontou Dinamarca, Noruega, Suíça, Holanda e Suécia como os TOP 5 do ranking - todos são europeus. O Brasil aparece na 24° posição.

Cada vez mais os líderes mundiais estão falando sobre a importância do bem-estar como um guia para seus países e para o mundo”
Jeffrey Sachs, revisor do relatório
Para a ONU, medidas para alcançar o bem-estar populacional podem ser utilizadas de forma eficaz para avaliar o progresso das nações. "Cada vez mais os líderes mundiais estão falando sobre a importância do bem-estar como um guia para seus países e para o mundo todo. O documento oferece evidências que a medição e análise sistemática da felicidade podem nos ensinar muito sobre as formas de melhorar o bem-estar e desenvolvimento sustentável do mundo", pontua o revisor do relatório, o professor Jeffrey Sachs.

De acordo com o relatório, em uma escala que vai de zero a dez, em mais de 150 países entrevistados no período de 2010/12, a pontuação média ponderada pela população é de 5,1 de felicidade. Os fatores incluem: o PIB real per capita, expectativa de vida saudável, ter alguém com quem contar, liberdade percebida ao fazer escolhas de vida, a corrupção e a generosidade.
Os pesquisadores chegaram a conclusão que os países mais industrializados diminuíram os seus índices de felicidade, prova disso é que os números apontam aumento do bem-estar na África Subsaariana e na América Latina, enquanto que os Estados Unidos, por exemplo, aparecem em 17° lugar no ranking.

Lideranças

Ainda segundo o relatório, os líderes políticos devem atentar-se aos índices que afetam a felicidade. Os principais efeitos colaterais benéficos da felicidade são: pessoas felizes vivem mais, são mais produtivas, ganham mais, e também são melhores cidadãos.

A ONU alerta que os governos do mundo inteiro devem medir o bem-estar da população. O documento também explica o raciocínio por trás de suas novas diretrizes de padrão internacional para medir a felicidade.

Ecodesenvolvimento

Primeiro secador solar de roupas do mundo é lançado e promete 80% mais de eficiência


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O secador solar também pode ser usado para produzir água quente durante o verão
Foto: IFA 2013

Os secadores de roupa tradicionais respondem atualmente por mais de 4% do consumo de energia dos Estados Unidos e correspondem a emissão de 32 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (CO2). Recentemente a companhia alemã Miele lançou em Berlim a primeira versão mundial desse eletrodoméstico movida à base de energia solar, informou o portal Eco-Business.

O t 881 EcoComfort precisa estar ligado ao sistema de aquecimento central de uma casa (voltado ao aquecimento da água), que por sua vez conta com um painel solar térmico na cobertura. Além de usar uma fonte renovável de energia, o aparelho é 80% mais eficiente do que os convencionais, segundo a empresa, tem vida útil estimada em 20 anos, e será produzido em série.

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A Miele afirmou ainda que o secador solar também pode ser usado para produzir água quente durante o verão, enquanto que é possível no inverno esquentar a água armazenada no tanque através da biomassa ou do calor geotérmico. De acordo com a companhia alemã, o investimento no produto retorna ao consumidor em economia de energia no prazo de sete anos.

Ecodesenvolvimento

setembro 09, 2013

Animação projeta como seria São Paulo com mais bicicletas




Maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo, São Paulo também é mundialmente conhecida devido ao excessivo número de carros e de engarrafamentos. Mas como seria esta metrópole em uma cultura de mais bicicletas? O Núcleo Paulistano de Animação (Nupa), um estúdio-escola público que funcionava como um programa do Centro Cultural da Juventude na Zona Norte de São Paulo, elaborou um vídeo que ilustra uma capital paulista tomada pelas bikes. O filme venceu o concurso que premiou o melhor roteiro de animação de um minuto com o tema "Bicicletas em São Paulo".

Segundo o idealizador do Nupa, Ceu D’Ellia, São Paulo precisa se tornar mais criativa e valorizar os seres humanos. "A cidade precisa deixar de tapar tudo com máquinas e concreto. Menos engenheiros e mais arquitetos, menos passantes e mais habitantes. Mais árvores, mais passarinhos. Limpar os rios para ver peixinho. Margem de rio é para gente tocar violão, desenhar e brincar com as crianças e não para virar pista expressa de automóvel", defendeu ao portal SP Mais.
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Para o designer David Sim, sócio do escritório Gehl Architects, que fez de Copenhague uma das cidades mais sustentáveis do mundo, São Paulo pode vir a ser uma próxima Nova York, mas sua população está presa no trânsito. Na concepção dele, uma cidade pode ser considerada boa quando as pessoas desfrutam dos locais ao ar livre e não em ambientes fechados.

Ele completa: "[uma cidade boa é] onde é possível ver crianças brincando no espaço público, quando se vê várias pessoas de todas idades, jovens, avós, skatistas, ciclistas. Quando é possível caminhar pela cidade sem sentir medo, principalmente à noite. Uma cidade deveria ser tão segura a ponto de uma mulher poder andar de madrugada voltando para casa de pés descalços. Esses são bons sinais", afirmou Sim em entrevista à Exame.com.

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Móveis de papelão ganham cada vez mais mercado e devem virar tendência


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Fotos: Divulgação

Quando a produtora de moda Daniela Bueno viajou para a Europa há dez anos e se deparou com uma estante de papelão, ela não teve dúvida: "Desde aquele dia, fiquei com aquilo na cabeça e comecei a pesquisar sobre as possibilidades do uso do material, da matéria-prima no Brasil", relatou ao portal PME Estadão.

A empresa 100t, criada por Daniela em sociedade com Marcello Cersosim, vende móveis feitos de papelão e lançou recentemente a linha 100t Verde, em parceria com a designer de flores Rita Segreto. O novo projeto tem a intenção de fazer com que os móveis funcionem como um jardim suspenso, onde são usadas plantas específicas e o papelão passa por um processo de impermeabilização. Os móveis, como poltronas e mesas, são entregues com as plantas e os preços variam de R$ 400 a R$ 1,5 mil.

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Em 2012 a empresa faturou R$ 800 mil e espera fechar 2013 com R$ 1,2 milhão. Atualmente, as vendas para outras empresas representam 80% do faturamento, mas Daniela aponta um crescimento gradativo da demanda de consumidores.

Os negócios ligados à sustentabilidade estão na lista de tendências no mundo do empreendedorismo. Por enquanto, a parcela da população disposta a pagar a mais por um produto ou serviço sustentável ainda é pequena, mas a expectativa é de crescimento. "A questão da educação ambiental está sendo implantada nas escolas. Os alunos começam a ter um olhar diferente e eles serão os consumidores do futuro", afirma a consultora do Sebrae-SP, Dorli Martins.

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Papelão multifuncional
O papelão também é o principal atrativo de um restaurante em Taiwan. O Carton King Creativity utiliza pratos, copos, cadeiras, mesas e paredes decorativas de papelão. O objetivo do espaço é passar uma compreensão sobre criatividade e uma mensagem ambiental.

Para quem pretende acompanhar essa tendência sustentável, a consultora do Sebrae-SP recomenda transparência e veracidade. Isso porque se a empresa aposta no marketing verde (greenwashing), mas o que ela divulga não acompanha o que ela realmente pratica, o empresário corre um grande risco de arruinar seu negócio. "As irregularidades estão sendo descobertas com mais rapidez, especialmente com as redes sociais", afirma Dorli. Outro cuidado é com os fornecedores. É preciso prestar atenção na matéria-prima fornecida e na mão de obra utilizada.

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Ciclista ultrapassa 589 carros de casa até o trabalho (veja o vídeo)



Nas propagandas de carros é comum ver estradas e ruas vazias com cenários paradisíacos e o motorista com o vento na cara e sensação de liberdade. Mas no dia-a-dia, as coisas não são bem assim. Os automóveis ficam presos em congestionamentos, deixando os condutores estressados, lembrou o portal Catraca Livre.

Mas é possível ter a sensação de estar em uma propaganda de carro nas grandes cidades: é só deixá-lo na garagem e ir de bike.

Para mostrar a eficiência da bicicleta, o australiano Tim Goldby fez um vídeo (veja acima) mostrando quantos carros ele ultrapassa no trajeto de casa até o trabalho. No total, foram 589 veículos. 

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