janeiro 17, 2013
Para além do menor preço
Fonte: Selos Certificadores - As certificações ambientais são exemplos de critérios adotados em compras públicas sustentáveis.
Licitação sustentável é a compra pública, ou mesmo institucional, baseada em critérios variados, além do valor de compra imediato. A Constituição Federal incumbe ao governo o dever de estimular práticas sustentáveis e o campo das compras públicas pode se tornar uma ótima ferramenta de fomento de cadeias produtivas mais conscientes e menos impactantes. A iniciativa foi tomada por governos de diferentes partes do mundo e já há experiências de diferentes guias de compras sustentáveis no Brasil.
O governo municipal de São Paulo lançou, em parceria com o ICLEI – associação mundial de cidades e governos dedicados ao desenvolvimento sustentável –, o primeiro Guia de Compras Públicas Sustentáveis do país. A Câmara Legislativa do governo federal publicou, em março de 2011, um “Marco Legal das Licitações e Compras Sustentáveis na Administração Pública”. Ambas constituem sinalizações fundamentais das esferas públicas para a importância de serem assumidos critérios de compras baseados não só no menor preço, mas também nos diferentes aspectos que compõem a pegada ecológica de um produto, independentemente da sua natureza.
A ideia de compra pública sustentável é fruto de um entendimento mais amplo sobre investimento e gasto público. Para além dos bons exemplos, as licitações sustentáveis consolidam critérios como durabilidade, consumo energético e os impactos de produção e descarte dos produtos. Portanto, as vantagens econômicas desse processo apresentam-se no longo prazo: consumo consciente, menores custos com políticas de reparação de danos ambientais e estímulo a consolidação de novos mercados, calcados na sustentabilidade.
Reportagem sobre a experiência de compras sustentáveis do Governo Federal:
Fonte: Respostas Sustentaveis
Cuidado, animais na pista!
Muito comum na Europa e na América do Norte, as zoopassagens são exemplos de práticas relacionadas às Rodovias Verdes - Foto: K.Gunson - Zoopassagem no Banff National Park no Canadá.
Os números são impressionantes: 14,7 milhões de animais morrem anualmente vítimas de atropelamento nas estradas brasileiras. A matemática é assustadora: 28 bichos mortos por minuto, grande parte animais silvestres. Se levarmos em conta que a quantidade de rodovias monitoradas no país é uma minoria, essa verdadeira tragédia ambiental é ainda maior. Definitivamente, quando o assunto é ecovias, o Brasil tem um longo caminho pela frente.
Transformar nossas rodovias em ecologicamente corretas é um desafio e tanto para um país de dimensões continentais como o nosso. O impacto ambiental já começa pela própria construção da via. Se as estradas diminuem as distâncias entre cidades para nós seres humanos, ela dificulta a circulação dos animais, que precisam se mover para alimentação e reprodução. Mas a maré começa a mudar por aqui. Muito comum na Europa, o conceito de ecovia está ganhando força no Brasil, com rodovias que adotam passagens de animais, tanto por cima quanto por baixo do asfalto, limites de velocidade e critérios mais rígidos de licenciamento.
A BR-040, que liga o Rio de Janeiro à mineira Juiz de Fora, já possui zoopassagens e é monitorada por uma equipe de biólogos. Outro exemplo é a Estrada de Mauá, primeira via classificada pelo governo do Rio como estrada-parque, que segue o conceito das ecovias, com trechos para circulação de animais e velocidade reduzida para veículos. Mas esse modelo de rodovia não é uma unanimidade. Alguns ambientalistas acreditam que as estradas-parques não resolvem o problema. Para eles, é preciso impedir as construções de vias que cortam áreas preservadas. Só assim evitaríamos tantas mortes de bichos em nossas estradas. O tema dá pano para manga, mas numa coisa ninguém discorda: o problema é grave e as soluções, urgentes.
Veja o vídeo abaixo e conheça mais sobre a estrada-parque de Mauá.
Fonte: Respostas Sustentaveis
janeiro 16, 2013
Orquestra de Instrumentos Reciclados de Cateura do Paraguai vira documentário
Ada Maribel 13 anos, violinista da Orquestra de Instrumentos reciclados de Cateura
Fotos: Divulgação
Jovens de uma favela construída sobre um aterro sanitário de Cateura, no Paraguai, tocam desde Beethoven e Mozart até Frank Sinatra e The Beatles, com instrumentos feitos inteiramente de resíduos retirados do lixo.
Guitarras feitas de latas, violoncelos de tambores de metal e instrumentos de sopro feitos a partir de calhas, compõem a Orquestra de Instrumentos Reciclados de Cateura. O grupo foi fundado há cinco anos pelo professor de música Favio Chávez, quando ele decidiu ensinar as crianças que vivem próximas ao lixo, mais suscetíveis a se envolver com gangues e drogas, a tocar instrumentos musicais.
A falta de dinheiro poderia ser uma desculpa para embargar o projeto, mas a vontade e criatividade fizeram com que Chávez recrutasse catadores que ajudaram na obtenção de materiais para a confecção dos instrumentos. Logo, um programa de música foi criado para ajudar a manter as crianças longe de problemas.
Favio Chávez, fundador e professor de música da orquestra
"Eles não estão apenas mudando suas vidas, mas as vidas de suas famílias e da comunidade”, explicou Myriam Cardozo, avó da violinista Ada Rios ao programa NTD TV. Ela conta que quando ouviu falar sobre o programa de música, correu para matricular sua neta de 14 anos. "Agora minha neta está cumprindo o meu sonho. Ela me faz tão feliz e é por isso que eu posso morrer feliz”.
A Orquestra de Instrumentos Reciclados de Cateura repercutiu ao ponto de inspirar o documentário “Aterro Harmônico”, que será lançado em 2014. O filme é ambientado na cidade de Cateura, que foi construída sobre um aterro sanitário.
"Aterro Harmônica' é um filme sobre pessoas transformando o lixo em música; sobre amor, coragem e criatividade", afirma o trailer do documentário que está fazendo sucesso na internet.
"Um violino vale mais do que uma casa aqui", contou Chávez, no filme. Os instrumentos são feitos por Nicolas Gomez, um catador de lixo local.
Fonte: Eco desenvolvimento
Plano Nacional da Agroecologia e Produção Orgânica deve ser lançado em março
Produção orgânica e sustentável tende a ser
estimulada com a nova política sobre o tema
Foto: Imprensa GPA
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A expectativa é que a primeira versão do documento seja enviada para a sociedade civil até o início de fevereiro. Após discussões e possíveis alterações, a proposta deverá ser lançada em março pelo governo federal. O MMA coordena o grupo de trabalho interministerial responsável pelos tópicos de acesso, uso sustentável e regularização ambiental.
A participação de atores de várias áreas distintas foi um dos pontos positivos da reunião.
Para Cláudia de Souza, da gerência de agroextrativismo do ministério, a efetividade do encontro decorreu do diálogo intersetorial que ocorreu tendo em vista os projetos, programas e ações sobre a agroecologia e produção orgânica que vem sendo realizados por diversos departamentos e secretarias do MMA e por outros órgãos como o Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Instituída pelo Decreto nº 7.794, de 20 de agosto de 2012, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) tem o objetivo de desenvolver medidas voltadas para a transição agroecológica e para a produção orgânica por meio do uso sustentável de recursos naturais e da oferta de alimentos saudáveis.
Cada um deles apresentou as ações desenvolvidas no âmbito da agroecologia. “Isso mostra a intersetorialidade das ações e reforça o diálogo entre os vários órgãos do governo”, explicou Cláudia.
Divisão por seções
O grupo de trabalho coordenado pelo MMA foi dividido em quatro seções menores para acelerar o processo de elaboração do plano nacional. Em reuniões que deverão ser realizadas ao longo da terceira semana de janeiro, tais subgrupos abordarão: agrobiodiversidade e agroextrativismo; regularização ambiental; acesso a recursos genéticos e serviços ambientais.
Nesse contexto, foi instalada a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, responsável pela construção do Plano Nacional. A intenção do plano é proporcionar medidas capazes de estimular o desenvolvimento sustentável. Entre as ações que poderão ser propostas, estão a concessão de crédito rural e a criação de ferramentas de financiamento e seguro agrícola.
Fonte: Eco desenvolvimento
Estudo cita Código Florestal Brasileiro como exemplo ambiental
Com poucos avanços estabelecidos pelos tratados internacionais sobre a redução de gases de efeito estufa e a dificuldade de se chegar a um acordo global, um estudo indica que os países estão criando suas próprias leis para combater as mudanças climáticas. Entre os exemplos, a pesquisa – feita pelo Grantham Institute, da London School of Economics (LSE), e pela ONG Globe International – destaca a aprovação do novo Código Florestal Brasileiro.
O estudo avaliou 33 países e identificou progressos significativos na criação de leis nacionais de combate às mudanças climáticas em 18 deles. Outros 14 apresentaram avanço limitado. De modo geral, os países em desenvolvimento apresentaram mais avanços, enquanto nos países desenvolvidos eles ocorreram em menos quantidade.
O progresso mais significativo de 2012, de acordo com o documento, ocorreu no México, onde foi aprovada uma lei na qual o país se compromete a reduzir em 30% as emissões. Entre os países pesquisados, o único que não apresentou nenhum avanço na legislação ambiental foi o Canadá, que em 2011 anunciou sua saída do Protocolo de Kyoto, em que os países industrializados se comprometem a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Em relação ao Brasil, além da aprovação do código florestal, o estudo ressalta também o comprometimento do país em reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020. A Globe International é uma organização fundada em 1989 por parlamentares dos Estados Unidos, de países da Europa, do Japão e da Rússia com o objetivo de apoiar legislações voltadas ao combate das mudanças climáticas.
Segundo John Gummer, ex-ministro do Meio Ambiente da Grã-Bretanha e presidente da Globe International, as mudanças feitas pelos legisladores ocorrem devido ao pleito da população que eles representam, que não quer deixar o ônus para as gerações futuras. “Lutando contra as mudanças climáticas, os legisladores também estão protegendo suas indústrias dos preços cada vez mais altos dos combustíveis e assegurando que não querem depender de outros países para prover a energia que precisam”.
Fonte: Agência Brasil
Estudos indicam que 2012 foi um dos dez anos mais quentes já registrados
O relatório divulgado pela NOAA aponta que as temperaturas mundiais estiveram acima da média pelo 36º ano seguido em 2012, com regiões do Hemisfério Norte registrando seu ano mais quente. Eventos climáticos extremos e a temperatura do planeta podem aumentar ainda mais devido às emissões industriais de carbono e outros gases causadores do efeito estufa, que aprisionam o calor na atmosfera.
Na última semana, a NOAA havia divulgado que a área continental dos Estados Unidos registrou em 2012 o ano mais quente da história. No entanto, em algumas regiões, incluindo partes do Alasca, o oeste do Canadá, o centro da Ásia e a Antártica ficaram mais frias.
Ainda assim, a temperatura média global nos primeiros anos do século 21 já supera a média global registrada em quase todo século 20 (exceto 1998).
Nasa também divulga resultados – De acordo com a agência espacial americana Nasa, 2012 foi o nono mais quente desde 1880, com temperatura média de 14,6 ºC – 0,6 ºC mais quente do que a média do século passado.
Os cientistas também enfatizam que, apesar das flutuações meteorológicas que podem ocorrer ao longo dos anos, o contínuo incremento da concentração de gases-estufa na atmosfera deverá “assegurar” um aumento ao longo prazo da temperatura global. “Cada ano que passará não necessariamente será mais quente que o anterior, no entanto, a década sucessiva deverá ser mais quente que a anterior”, explica a agência em um comunicado.
Segundo a Nasa, o nível de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera em 1880 era de 285 partes por milhão (ppm) – durante o segundo período da Revolução Industrial. Em 1960, a concentração de CO2 atmosférico era de 315 ppm. Já em 2012, a medição apontou 390 ppm.
Fonte: Globo Natureza
janeiro 15, 2013

Ter um olhar responsável e atitudes positivas para amenizar a degradação ambiental são ações que devem ser praticadas o ano todo, seja durante as férias, na praia ou qualquer outra cidade.
Durante o ano letivo, as crianças aprendem muito mais que as disciplinas já conhecidas, como matemática e português. Aprendem a exercer sua cidadania plena: separar o lixo, reciclar, evitar os desperdícios e exageros. Todas estas lições não devem ser esquecidas durante as férias. E, muitas vezes, são os filhos que cobram uma postura correta e sustentável por parte dos pais e familiares.
Não podemos ter um comportamento na cidade e outro à beira mar. Ou somos tão miseráveis a ponto de mudar nossas atitudes dependendo do local que estamos? Sermos responsáveis no dia a dia, independente de onde estejamos, ajudará a todos nós na construção de um futuro mais sustentável e desejado.
As tartarugas marinhas morrem asfixiadas ao comerem sacos plásticos jogados no mar. Você já havia pensado que ao jogar o lixo na praia ou no mar, o ser humano está comprometendo o futuro dos animais marinhos e também o seu próprio?
Todo esse lixo que é jogado nos mares, suja nossas praias machucando e até matando peixes, golfinhos, tartarugas, entre muitos outros. O pior, é que muitas pessoas jogam lixo em qualquer lugar, sem saber o mal que estão fazendo aos outros, a si e aos seus descendentes. Por isso, quando você ver alguém jogando o lixo em lugar inadequado, lembre-o de que será muito melhor que nossos filhos recordem-se de nós pela nossa sabedoria, do que pelo lixo que deixamos de herança para eles.
Veja o tempo que leva um produto a desaparecer completamente das águas dos oceanos:
Luvas de algodão - 5 meses
Jornal - 6 meses
Fralda descartável - 450 anos
Linha de nylon - 650 anos
Bóia de isopor - 80 anos
Garrafa Plástica - 450 anos
Vidro - tempo indeterminado
Lixo Radiotivo - 250.000 anos
Lata de Alumínio - 200 anos
Caixa de Papelão - 2 meses
Pedaço de madeira pintada - 13 anos
-Com informações do Projeto Tamar.-
Controle de emissões pode baixar em até 65% impacto de aquecimento
Medidas rígidas para controlar as emissões de gases-estufa e manter o aumento de temperatura em 2º C até 2100 podem reduzir em até 65% os impactos do aquecimento global, como enchentes e perda de produtividade nas lavouras, indica um dos mais abrangentes estudos já feitos sobre o tema.
Levando em consideração uma quantidade sem precedentes de variáveis, um grupo de cientistas liderado pela Universidade de Reading, no Reino Unido, fez simulações em computador para ver o que esperar de cada um desses cenários.
Em um ambiente com medidas severas para reduzir as emissões, o impacto das consequências é reduzido entre 20% e 65%, dependendo da área considerada. Algumas delas, inclusive, podem ser evitadas por várias décadas.
Das áreas analisadas, a produtividade das lavouras, as enchentes e a energia são as que mais se beneficiariam com a redução das emissões e o aumento de temperatura estacionado em 2º C até 2100.
Segundo os pesquisadores, altas emissões de gases-estufas podem diminuir a produtividade das lavouras de trigo, um dos elementos básicos da cadeia de alimentos global, em cerca de 20% em 2050. Mas, com um controle rígido dos gases-estufa, isso poderia ser adiado para 2100.
“Nossa pesquisa mostra que reduzir as emissões de gases-estufa nos dará tempo para fazer coisas como prédios, sistemas de transportes e agricultura resilientes às mudanças climáticas”, diz Nigel Arnell, líder do trabalho, publicado na revista “Nature Climate Change”.
Fonte: Folha.com
Podemos começar com pequenas e simples atitudes, que farão uma grande diferença para meio ambiente como diminuir ou até banir de vez o uso de sacola plástica. Para isso, basta guardar os objetos da compra em sua bolsa ou levar de casa uma sacola de tecidos ou de qualquer outro material que caiba o que você pretende comprar.
Também é importante fechar bem as torneiras e não usar além do tempo necessário a água em sua higiene pessoal, evitar o máximo que puder o uso de detergentes e produtos químicos na limpeza de casa e definir o dia ou os dias para lavagem de roupas, isso poupará desperdício de água. Além disso, a água da lavagem de roupa poderá ser aproveitada para lavar quintal ou frente de casa.
Evite lavar as calçadas, separe os objetos recicláveis dos não recicláveis. Nunca jogue nenhum tipo de lixo na rua, lugar de lixo é no lixo.
Trocar as lâmpadas comuns pelas lâmpadas fluorescentes mais compactas também ajuda muito a economizar energia e preservar o ambiente. Não deixe as lâmpadas acessas sem necessidade. Mantenha fora das tomadas os eletrodomésticos após usá-los.
Deixe sempre o carro em casa quando tiver que ir a lugar perto de sua casa, for caminhando a pé ou de bicicleta é além de tudo muito mais saudável. Outra forma de ajudar é combinar com os amigos e fazer rodízio com os carros para ir ao trabalho, escola, ou levar os filhos para escola ou passeio. Se isso não for possível use sempre que puder os transportes coletivos.
Ensine as crianças o quanto é importante cuidar da natureza e incentive seus vizinhos a terem os mesmos cuidados que você está tendo.
Não provoque queimadas.
Se ficar hospedado em hotéis, deixe claro que não precisa trocar as suas roupas de cama e banho todos os dias. Se não fazemos isto em casa porque tem que ser feito lá?
É simples e fácil ser uma pessoa sustentável, basta agir com coerência e ter consciência de que as atitudes embora pareçam pequeninas são importantíssimas no processo de socorro a todos os seres vivos desse planeta. Vale sempre lembrar que a possibilidade de alcançarmos o desenvolvimento sustentável depende de cada um de nós.
Haiti ganha casas sustentáveis contra terremotos
Desde o terremoto de 2010 e o furacão Sandy que balançaram o Haiti, os esforços para a reconstrução das inúmeras casas destruídas continua, mesmo que lentamente. Um dos projetos de destaque é o Konbit Shelter, cujo objetivo é criar casas sustentáveis que também protegem as famílias dos desastres naturais.
O diferencial das casas feitas pelo grupo é que elas são estruturalmente construídas sem o uso de máquinas e com o auxílio dos moradores do local. Além disso, o grupo investe em detalhes arquitetônicos, como toldos e janelas feitos à mão e tetos altos.
Para fazer tudo isso, os criadores usam na construção a superadobe, uma técnica capaz de erguer paredes com sacos preenchidos 90% por terra e 10% por cimento. Esse método se difunde cada dia mais pela baixa complexidade de construção e rapidez.
A prática envolve fazer sacos cheios de areia, argila, água, palha, entre outros materiais para montar uma estrutura de compressão resistente a terremotos, furacões, inundações e incêndios. Assim, é possível fazer uma casa durável e adaptada para atender às necessidades de cada comunidade.
O projeto tem como líder o artista Swoon, cujas obras já ficaram em exposição em São Paulo. Ele e uma equipe de arquitetos, engenheiros e outros artistas formam o Konbit Shelter. Para alavancar o projeto, o grupo se inscreveu no Kickstarter para arrecadar dinheiro com crowdfunding.
A meta era de US$ 30 mil e eles arrecadaram US$ 31.511. Graças à campanha de sucesso, esse dinheiro servirá para a compra de materiais para a próxima construção e como ajuda de custo aos construtores locais. Com parte do dinheiro arrecadado, o grupo também começará este mês a terceira empreitada do grupo, que já criou duas casas anteriormente: um centro comunitário e uma casa de família.
Fonte: INFO Online
Todos os países do mundo enfrentam problemas relacionados à escassez e má distribuição da água.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a situação por continentes dos recursos hídricos e as recomendações para a racionalização são as seguintes:
SITUAÇÃO MUNDIAL
- Em 2025, cerca de 3 bilhões de pessoas viverão em países com conflito por falta de água.
- Apenas 1% da água da Terra pode ser utilizada para o uso e consumo humano. Desde 1950 o uso da água triplicou no mundo.
- A água potável salva mais vidas que todas as instituições médicas do mundo: segundo a ONU, a água contaminada causa 80% das doenças do planeta.
ÁFRICA
- Conta somente com 9% dos recursos mundiais de água potável.
- No continente negro os desastres naturais mais graves são as secas, inundações e desertização devido a má distribuição do recurso.
- Na última década, a África sofreu um terço das catástrofes mundiais causadas pela água ou pela sua carência, que afetaram 135 milhões de pessoas.
- A questão mais complexa para o continente é como solucionar os problemas de pobreza e acesso à água. Quase 230 milhões de africanos sofrerão pela escassez de água em 2025.
AMÉRICA LATINA
- É uma região muito rica em recursos hídricos.
- Pelas bacias do Amazonas, Orinoco, São Francisco, Paraná, Paraguai e Magdalena corre 30% da água superficial da Terra.
- Apesar da abundância de recursos hídricos, dois terços da região são zonas áridas e semi-áridas. Destacam Argentina, Bolívia, o nordeste do Brasil, Chile, o centro e norte do México, Peru.
- Um quarto da população da América Latina e Caribe vive em regiões onde a demanda de água é maior do que a capacidade de recuperação deste recurso.
AMÉRICA DO NORTE
- Registra a maior cobertura de abastecimento e saneamento de água no mundo.
- Toda a população conta com água potável e saneamento.
- Cerca de 49% da água doce dos Estados Unidos é usada para a agricultura. Esse país é o segundo maior produtor de hidroeletricidade do mundo com 10% a 12% da produção mundial.
- A contaminação dos rios é a maior preocupação da área. Nos EUA, 120 das 822 espécies de peixes de água fluvial estão em perigo de extinção.
ORIENTE MÉDIO
- Cerca de 5% da população mundial vive no Oriente Médio e o norte da África, mas contam com menos de 1% da água disponível no planeta.
- Os desafios da região são a falta de água, a perda da qualidade, a defasagem na administração do recurso e a falta de saneamento.
- Cerca de 85% da região corresponde a zonas áridas.
ÁSIA-PACÍFICO
- Cerca de 86% da água consumida na região Ásia-Pacífico é destinada à agricultura, acima da média mundial de 71% para essa atividade. Outros 8% são para a indústria e apenas 6% para uso doméstico.
- Um terço da população da região, que representa 58% da mundial, não desfruta de saneamento básico.
- China, Índia e Indonésia guardam a metade de toda a água da região.
- O desafio crescente são os desastres naturais pois a região concentrou 35% dos desastres naturais relacionados com a água no período 1990-2001. Entre os mais graves está o causado por um tsunami no sudeste asiático no dia 26 de dezembro de 2004. Nesse dia morreram mais de 230 mil pessoas nos 12 países afetados, a maioria da Ásia e sudeste da África.
EUROPA
- Na Europa são consumidos 300 litros por habitante diariamente, duas vezes menos que nos EUA e Japão, mas 20 vezes mais que na África subsahariana.
- Existe um problema no sistema de distribuição, pois 40% da água transportada se perde.
- A costa mediterrânea na Itália, Espanha e Turquia é afetada pela extração excessiva de água para consumo humano, para o turismo e drenagem.
- Cerca de 18% da população vive em países com escassez de água, entre eles Espanha, Chipre, Malta e Itália.
- O principal desafio na região é melhorar a distribuição do recurso.PENSE DE NOVO:


Artigo: Viviane Dorneles
Como é o ciclo de vida de uma Latinha?

RECICLAGEM
O Brasil é o campeão de reciclagem de latinhas de alumínio, chegando a reciclar 98,2% em 2009. Isto não acontece por consciência ambiental e sim porque têm valor comercial e por isto fonte de renda para milhares de pessoas pobres. As empresas que fabricam alumínio as compram para produzir "alumínio novo", tornando os custos mais baratos.
Para o meio ambiente, a reciclagem é também de grande importância porque menos minérios serão retirados do solo e o gasto de energia será menor, bem como geração de resíduos diversos.
janeiro 14, 2013

- O que VOCÊ pode fazer para preservar o meio
ambiente:
A decisão de proteger os ambientes naturais e controlar a poluição não está apenas nas mãos dos políticos e grandes industriais. Está sobretudo na rotina diária de cada cidadão comum do planeta. Abaixo, as atitudes que você pode tomar, seguindo o lema: "Pense globalmente, aja localmente".
- Reduza desperdícios de toda ordem. Quando mais recursos são desperdiçados, tanto a mais é preciso tirar do meio ambiente.
- Evite o consumo desnecessário de energia. Não há produção de energia sem impacto ambiental. Compre eletrodomésticos e lâmpadas eficientes, mantenha seus aparelhos sem vazamentos, não deixe luzes acesas. Opte por residências com boa iluminação natural, use aquecimento solar.
- Reduza o uso de veículos, sobretudo em dias de inversão térmica. Pelo menos uma vez por semana, deixe seu carro em casa.
- Recicle seu lixo. Separe papéis, garrafas, vidros, plásticos e latas. entregue a sucateiros. A reciclagem diminui a demanda por matérias-primas virgens e reduz o consumo de energia.
- Evite os descartáveis. Embalagens de espuma, frascos “one-way”, latas de cerveja e plástico são materiais difíceis de degradar no ambiente. Também provocam poluição atmosférica, quando queimados.
- Reduza o consumo de água. A água encanada demanda energia e tratamento para chegar até sua casa. Evite vazamentos e desperdícios.
- Boicote produtos que causam impacto ambiental, como spray com CFC.
- Boicote alimentos e mercadorias que implicam na morte de animais selvagens ou dano à flora: palmito silvestres, xaxins, orquídeas, atum, tartaruga (carne, ovos e subprodutos do casco), colares de coral, casacos de pele, bolsas e cintos de jacaré, peças de marfim.
- Não compre animais silvestres para criar em casa. Não estimule o comércio ilegal da fauna. Micos, macacos, onças, tucanos, araras, papagaios, tartarugas, peixes ornamentais fazem falta na natureza. Tenha mascotes nascidos e criados em cativeiro.
- Não jogue lixo na natureza ou nas ruas das cidades. Não deixe um rastro de sujeira por onde passa.
- Use corretamente produtos químicos, pesticidas, substâncias tóxicas. Verifique a destinação adequada dos restos. Não contamine o lixo e o esgoto de sua cidade.
- Proteja parques, áreas verdes, praias, rios e mares. Não compre lotes irregulares no litoral. Não construa sobre o mangue.
- Outra maneira de preservar o meio ambiente é reduzindo, reutilizando e
reciclando o lixo.
Cartilha voltada à indústria ensina como transformar resíduos em novos produtos
| Imagem: Reprodução |
Reaproveitamento de resíduos significa transformar materiais descartados em novos produtos. No Brasil esse segmento industrial ainda é incipiente, ao passo que em outros países já está consolidado. Praticamente se restringe ao reaproveitamento dos entulhos da construção civil na conservação de estradas de terra, conforme noticiou o Centro Sebrae de Sustentabilidade.
Essa atividade movimenta R$ 12 bilhões ao ano e a maior parte dos resíduos ainda vai para aterros. A falta de articulação entre os integrantes da cadeia produtiva de resíduos é um dos motivos do estágio ainda inicial dessa indústria no país.
Dados ajudam a compreender o potencial para o desenvolvimento desse ramo no mercado brasileiro. Segundo a Pesquisa de Saneamento Básico Nacional, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 99% dois municípios brasileiros possuem serviço de limpeza urbana, 85% serviços de remoção de entulhos e 65% de coleta de lixo especial. Apenas 33% dos municípios possuem sistema para o lixo doméstico coletado e 10% de controle de lixo industrial.
Essa atividade movimenta R$ 12 bilhões ao ano e a maior parte dos resíduos ainda vai para aterros.
Esse negócio envolve risco e o empreendedor deve se informar bastante e fazer pesquisa antes de implantá-lo. Para interessados em empreender nesse ramo, o Sebrae editou a cartilha Indústria de Reaproveitamento de Resíduos, integrante da série Ideias de Negócios Sustentáveis, lançada recentemente.
A cartilha está dividida nos seguintes capítulos: mercado; localização, exigências legais específicas; estrutura; pessoal; equipamentos; matéria-prima/mercadoria; organização do processo produtivo; automação; canais de distribuição, investimentos; capital de giro; custos; diversificação e agregação de valor; divulgação; informações fiscais e tributárias; eventos; entidades; normas técnicas; características específicas do empreendedor; dicas do negócio; bibliografia; e glossário.
Fonte: Eco desenvolvimento
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